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Pantanal enfrenta a maior seca desde 1974. Rio Paraguai deve ficar abaixo dos 3 metros

Repórter: Editor Data: 11/mai/2009 Canais: Ambiente, Manchetes. Comentários e Pings desabilitados.

Regiões alagáveis do Pantanal estão secas (Foto: Planeta Orgânico)

Regiões alagáveis do Pantanal estão secas (Foto: Planeta Orgânico)

O Pantanal enfrenta neste ano de 2009 o período mais seco dos últimos 35 anos na maior região alagável do planeta. Entre 1974 e 2008 o nível do Rio Paraguai se manteve sempre alto, na faixa entre 3 metros e 5 metros. Este ano a projeção dos especialistas é de que fique abaixo dos 3 metros e muitos incêncios são esperados pelos pantaneiros. 

“Este ano será bastante atípico. Vai ser realmente seco. Já temos detectados focos de incêndio e a incidência de queimadas deve ser alta até o fim do ano”, alerta o pesquisador da Embrapa Pantanal, Ivan Bergier.

A última seca prolongada na região ocorreu entre os anos de 1963 e 1973. Segundo o especialista, não é possível afirmar que vá se repetir um ciclo parecido. O prognóstico indica até um aumento de precipitação na região até 2050. Entretanto, também não permite descartar a preocupação com novas situações atípicas. “As mudanças climáticas podem tornar este tipo de fenômeno mais recorrente nas próximas décadas”, avisou Berger em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

“Hoje estamos vendo um ano muito seco e daqui para frente é uma incógnita. Pode haver manutenção de níveis máximos, mas as mudanças climáticas podem ter outros efeitos aqui [no Pantanal] como o aumento da ocorrência de eventos extremos”, disse o pesquisador da Embrapa.

Fenômeno “La Niña” não explica seca no Pantanal

As chuvas acima da média histórica no Norte e Nordeste estão relacionadas, segundo Bergier, ao fenômeno La Niña, que amplifica as chuvas naquelas regiões e, ao mesmo tempo, torna o clima mais seco na Região Sul. Mas as causas da seca vigente no Pantanal ainda não estão claramente detectadas. “Ainda não temos uma explicação consistente. Pode ter relação com erupção vulcânica, mas ainda não existe um fenômeno compreensível para explicar esse período de seca”, afirmou Bergier.

Com informações de Marco Antonio Soalheiro | Agência Brasil

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