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Gastança com campanha pela Copa 2014 em Campo Grande causa reações

Repórter: Editor Data: 10/mar/2009 Canais: Esportes, Manchetes. Comentários e Pings desabilitados.

Prefeito de Campo Grande em campanha pela Copa: muito gasto

Prefeito de Campo Grande em campanha pela Copa: muito gasto

A escolha das cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014 sai oficialmente em dez dias e Campo Grande está em polvorosa com os últimos acontecimentos da briga com Cuiabá para ser uma das sub-sedes. Enquanto a revista Placar, uma das principais publicações esportivas do Brasil, cita a concorrente mato-grossense já como escolha da FIFA para a região centro-oeste na última edição, pegou muito mal a verdadeira gastança de dinheiro público que o COPANTANAL - Comitê Pró-Copa 2014 promoveu no último final de semana.

Com dinheiro do governo de Mato Grosso do Sul e da prefeitura de Campo Grande, o Comitê colocou grandes anúncios publicitários nos maiores jornais e revistas brasileiros e torrou quase R$ 1 milhão somente no último domingo. Foram veiculadas propagandas de página inteira nos jornais Folha de São Paulo, O Globo, Estadão, Correio Braziliense e JB, além de duas páginas nas revistas Veja e Istoé.

As reações foram imediatas e negativas para o objetivo de trazer a Copa para capital sul-mato-grossense. Até mesmo em um dos veículos onde o dinheiro público foi gasto para veicular os anúncios houve comentários negativos. O articulista Lauro Jardim, da coluna Radar On Line, da revista Veja, comentou na nota “Bola Fora” que a jogada publicitária teria agido de má fé. “O texto leva a crer que a escolha já está sacramentada. Mentira. A decisão será anunciada no dia 20″, atacou.

Sobre o peso da campanha nos cofres públicos de Mato Grosso do Sul, o colunista ironizou: “Mas, o.k., deve estar sobrando dinheiro do Mato Grosso do Sul… Então, por que não gastar, não é mesmo?”

Na imprensa regional, o website de notícias Midiamax publicou uma matéria destacando o custo. “O valor da campanha divulgada por meio dos anúncios no domingo não foi revelado nem pelo governo estadual, nem pela prefeitura de Campo Grande. O publicitário que coordena o comitê, Chico Santa Rita, disse desconhecer o valor gasto”, informou a reportagem.

O Midiamax mostra ainda no texto, com levantamento junto aos veículos de comunicação nos quais a campanha circulou, que somente os valores investidos nas duas revistas de circulação nacional chegam a cerca de R$ 800 mil. Segundo o diretor do website, Carlos Eduardo Naegele, o Midiamax não veicula no momento nenhuma campanha paga pelo COPANTANAL. “Nem que veiculássemos, deixariamos de publicar o texto, que não faz juizo de valores, traz apenas informações”, garante.

Naegele conta que em outras ocasiões o Midiamax já veiculou propaganda do Comitê, mas nada em valores exorbitantes. “Por ocasião da visita dos técnicos da FIFA, veiculamos uma campanha da Copa 2014. Mas antes era justificável o invetimento. Era algo relevante, pois era preciso mobilizar a população para receber a FIFA, e funcionou”, relata.

“Sou um homem de marketing, e acredito nas ações de marketing, mas acho discutível no caso dessas veiculações todas é o quanto podem ajudar a esta altura. Quer dizer, será que alguém da FIFA vai olhar os anúncios e ser influenciado?”, questiona.

O coordenador do COPANTANAL é um dos publicitários mais prestigiados para coordenar campanhas eleitorais, Chico Santa Rita. Com relação ao custeio da campanha veiculada a pouco mais de dez dias da decisão final da Fifa, ele se limitou a dizer que o negócio foi acertado “na maior transparência possível”. Santa Rita ainda informou que o custo teria ficado “menor do que o cobrado no mercado”.

Com relação à nota “Bola Fora”, publicada na Veja por Lauro Jardim, Chico respondeu diretamente no blog do colunista. “O governo do estado do Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Campo Grande não consideram que esse anúncio, também veiculado em Veja, seja um gasto, mas sim um investimento, dada a importância da disputa em questão e da necessidade de dinamizarmos, desde já, o turismo na região”, afirmou.

Sobre as críticas à decisão de gastar com propaganda tão próximo da data de decisão da FIFA, Santa Rita usou outra cidade como referência. “Belém, que está entre as 17 cidades que disputam a indicação da FIFA, publicou recentemente anúncio semelhante e, até onde saibamos, não causou a reação descrita em sua nota”, comparou.

Os anúncios foram preparados pelas agências que prestam serviços para o governo do Estado. Geralmente, segundo a prática regulamentada do mercado publicitário, essas empresas levam 20% do valor pago pela veiculação como comissão. Assim, se os investimentos tivessem sido, por exemplo, de R$ 1 milhão, os publicitários pagos pelo Governo e pela Prefeitura que atenderam ao COPANTANAL teriam recebido 200 mil reais como remuneração.

Segundo informou à imprensa regional, Chico Santa Rita disse que a conta publicitária teve dois terços da soma total custeados pelo cofre estadual e um terço pela prefeitura de Campo Grande.

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3 respostas para “Gastança com campanha pela Copa 2014 em Campo Grande causa reações”

  1. JULIO AZI CAMPOS disse:

    A gastança não acontece só no MS. Em Minas Gerais – querendo ser também sede da Copa – o que já se gastou com a mídia impressa e televisada nunca ninguém vai descobrir. E, indiretamente, é a campanha (antecipada) para a fugura do Aécio Neves para a Presidência da República. Tem jornal por aqui que se o governo estadual cortar “as propagandas ditas educativas” o jornal deixa de sair no outro dia. ACORDA BRASIL. HÁ COISAS MAIS IMPORTANTES ONDE SE GASTAR DINHEIRO…

  2. SANDRO disse:

    2014 A COPA SERA EM CUIABÁ . VOCES ESTÃO PERDENTO TEMPO.
    COMO QUE VOCES QUEREM ENTRAR AGORA NA BRIGA SENDO QUE CUIABA JA ESTA PLEITENDO A COPA A MAIS DE DOIS ANOS.
    ALEM DO MAIS, MATO GROSSO TEM MUITO MAIS ATRAÇÕES QUE MS.
    O QUE TEM EM CAMPO GRANDE ALEM DE UM MONTÃO CARROS NA RUA.

    ASS

  3. Ocelote Ocelote disse:

    Acho que investimento em marketing não é todo ruim. Acho também que investimento voltado para a vinda de uma Copa do Mundo também não. O que importa é se os gastos foram feitos dentro da legalidade absoluta. Isso garantido, acho que as coisas não são assim tão espantosas. Como já foi dito, Belém fez o mesmo. O Rio tem feito o mesmo pelas Olimpíadas.
    Por outro lado, conhecendo as duas cidades (Cuiabá e Campo Grande), acho que a FIFA deveria dar demonstração de que seus valores mais nobres são justiça, mérito e transparência. Essa é a mensagem que ela deve primar por passar ao público, em vista de sua notoriedade mundial. Ela nunca deveria deixar que valores obscuros fossem passados ao público, já que o esporte é uma das formas de educar e “fazer a cabeça” de gerações mais jovens.
    Neste sentido, se mérito for um valor importante, aliado à justiça na hora de tomar decisões, acho que a capital do Mato Grosso do Sul deve ser a escolhida. A cidade é moderna, ampla, bem planejada, com enormes parques urbanos, limpa, absolutamente sem favelas, e isso é fruto de várias administrações. Já a outra candidata possui infraestrutura muito inadequada, seu planejamento é inxistente,´tem trãnsito caótico e vias públicas complicadas de fluxo limitado. Esgoto corre por córregos a céu aberto e o mau cheiro é comum nos corriqueiro dias quentes. Não se pode esperar que um evento da FIFA, com apenas 4 jogos de futebol, vá corrigir decadas ou séculos de desleixo. Não pode ser assim. Mérito a quem tem!
    Além disso tudo, vale o fato de Campo Grande é melhor localizada, está próxima do melhor e mais premiado destino turístico do Brasil (Bonito) e do Pantanal Sul, que é cortado por rodovia asfaltada, e ainda tem o trem do Pantanal. Destinos turísticos à parte, os amplos paruqes urbanos existentes e os planejados dão margem a eventos artítico-culturais na área urbana que podem mobilizar visitantes e moradores, ajudando inegração e congraçamento. Festa coletiva e de qualidade. Numa cidade limpa e areajada, com clima excelten nos mês de julho, variando de 20 a 5 graus centígrados.
    Assim, Campo Grande está na frente por estes e outros aspectos. Mas se a Fifa se deixar levar por fatores extra-ordinários, influeências políticas excusas, a mensagem passada à população será a Lei de Gerson, que tanto envenena este país. Será a vitória daqueles valores mais degradantes que este país tem, a politicalha rasteira, tramóias de bastidores. Neste caso, adeus aos valores da FIFA. E já há lá no Mato Grosso do Sul alguma centelha de mobilização até para mudar o nome do estado, em resposta ou como impacto negativo de eventual decisão descabida da FIFA. Acho que seria melhor deixar a região do Pantanal de fora da Copa do que escolher sem deixar claro e convincentemente os méritos da escolha.
    Com a palavra (e suas consequencias) a FIFA.

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