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Turistas de fim de semana descobrem roteiros baratos em Mato Grosso do Sul

Repórter: Marcelo Data: 24/jul/2003 Canais: Turismo. Comentários e Pings desabilitados.

Preço do turismo no Pantanal é alto

Preço do turismo no Pantanal é alto

Mesmo com alto preço do turismo no pantanal, cada vez mais os sul-mato-grossenses estão aproveitando as belezas naturais de Mato Grosso do Sul

 

Sair de casa no final de semana e ir para o interior do Estado é uma boa opção para quem aprecia a natureza, afinal de contas o Pantanal está a menos de 200 Km. Mas as alternativas de viagens econômicas devem ser bem escolhidas. Principalmente nessa época do ano em que o preço cobrado é de alta temporada por causa das férias escolares no Brasil.

“Devido à maior divulgação que o Pantanal tem no exterior, os preços da região pantaneira são mais altos que no restante do Estado”, diz Anderson Monteiro, auxiliar de uma agência de viagens. De acordo com ele, o perfil do sul-mato-grossense que procura uma agência de turismo é semelhante ao nacional. “Enquanto o turista estrangeiro gosta de observar a fauna e a flora, o brasileiro gosta de nadar e pescar”, explica Anderson justificando o fato de Bonito ser mais procurada por brasileiros que vem de outros Estados.

Com alguns pontos de ecoturismo perto da capital, muitas pessoas se tornaram turistas de finais de semana. “Não compensa sair do Estado com pouco temo. Tem que curtir a viagem. Não pode ir para São Paulo dizer ‘oi’ e voltar para trabalhar cansado na segunda-feira”, diz o comerciante Antônio de Almeida Filho. Por isso, o roteiro escolhido é sempre dentro de Mato Grosso do Sul, em Piraputanga, Aquidauana e Bonito.

O estudante Fábio Rezende Aparecido conheceu Bonito com os amigos de faculdade, em 2000. Desde então só vai para a cidade dos pais, Presidente Prudente, durante as férias. “Para quê sair do Estado se eu quero curtir a natureza? Aqui não é como São Paulo onde todos vão para o litoral”, compara.

Para quem viaja sem assessoria da agência os preços também são atrativos. A passagem de ônibus para Bonito é 33 reais, Aquidauana R$ 16,50, Rio Verde 21,50, São Gabriel do Oeste 16,20 reais e para a região de Piraputanga pode ser encontrada por R$ 16,10. As cidades na fronteira também são pontos com grande fluxo de viajantes de finais de semana. Eles buscam mercadorias no Paraguai e Bolívia. Por causa disso o preço é mais alto: Ponta Porã R$ 35 e Corumbá 48 reais.

“O preço da passagem pode até ser convidativo, mas tem que ver o local para se hospedar”, diz o turista Juarez dos Santos. Com o aumento das viagens nesse período do ano, a diferença entre os preços, principalmente o da hospedagem, é bem maior. Em Bonito, por exemplo, o viajante encontra alternativas de hotéis que oferecem diárias variando de 30 a 300 reais.

De acordo com as empresas de ônibus as cidades de Bonito, Pantanal e Rio Verde lideram a lista de viagens de fim-de-semana. Aquidauana e a região de Piraputanga vêm logo em seguida. Às vezes, alguns eventos nas cidades fazem os turistas mudarem o destino.

Pescaria, sossego e estilo alternativo

O turista também pode aproveitar para pescar. “É bom demais pescar, é uma terapia”, acredita Olívio Gomes Passos. Segundo ele, em dois dias dá para chegar ao destino, pescar e voltar para casa para descansar muito. Seu roteiro preferido é Piraputanga.

Renata Figueira trabalha de segunda à sexta como recepcionista e pelo menos uma vez por mês viaja para alguma cidade do interior. “Principalmente quando está em baixa temporada, porque no período de férias os hotéis e as empresas de viagens aumentam o preço de tudo”, diz.

“Tem que ser esperto. Ficar na casa de amigo, armar barraca e dormir em rede”, diz Luís Otávio Klingen. Ele diz ter conhecido vários lugares dessa maneira, ou estilo diferente como prefere. Luís Otávio faz artesanato e paga as passagens com o dinheiro que ganha vendendo brincos, anéis e correntes pelas ruas. As cidades onde ele mais lucra são Bonito, Rio Verde e Aquidauana, por causa do movimento constante de turistas. “Se não der lucro, o jeito é não ter vergonha de pedir carona”, diz.

Marcelo Pereira | Popular.inf.br

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