Por causa do valor histórico que tem, a comunidade quilombola (originada de um quilombo) de Tia Eva despertou interesse de universitários e acabou recebendo oportunidades com projetos sócio-culturais voltados para o combate às desigualdades raciais. “De repente começou vir muita gente aqui. Teve os estudantes primeiro, depois professores das universidades, daí veio a imprensa e começaram os projetos que podem melhorar nossa situação”, conta “Michel”, presidente da Associação dos Descendentes de Tia Eva.
Entre os projetos nos quais a comunidade de São Benedito aposta para melhorar as condições de vida dos descendentes de Tia Eva está um cursinho pré-vestibular para os moradores, cursos de percussão e um plano de financiamento para que jovens do local em nível superior recebam as condições necessárias para terminarem os estudos. A proposta foi encaminhada para a Fundação Ford, além de outras entidades públicas e privadas onde há possibilidade de parceria.
Políticos, só assinando
O líder da comunidade diz que o número de eleitores do local sempre atraiu políticos em época de campanha. “Sempre vieram aqui com mil e uma promessas, mas agora a gente só fecha com um depois de um compromisso por escrito, assinado na frente de todo mundo, porque daí fica mais difícil de descumprirem”, explica.
Redação | Popular.inf.br





