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Museu macabro de Bangkok atrai estudantes de medicina com exposição de restos mortais

Repórter: Marcelo Data: 23/jul/2003 Canais: Ciência, Mundo. Comentários e Pings desabilitados.

Fanáticos por restos mortais, estudantes de medicina e visitantes curiosos são os maiores freqüentadores do Museu de Medicina Judicial de Bangkok, onde estão expostos monumentos macabros que atraem mais de 100 visitantes por dia, superando qualquer museu de arte da Tailândia.

Podem ser apreciadas “obras” como cérebros que sofreram derrame, braços violentamente cortados com tatuagens ou pulmões estraçalhados por golpes violentos. Certos esqueletos têm furos de tiros em ângulos diferentes feitos por antigos cientistas em uma experiência para estudar como as balas ricocheteavam dentro da cabeça humana. Os resultados ajudaram na análise de evidências em casos de assassinato.

Museu atrai estudantes de medicina para ver mumias

Museu atrai estudantes de medicina para ver mumias

Na porta de entrada, está o esqueleto de Songkran Niyomsane, o fundador do museu, que morreu em 1970.

Um dos itens mais populares entre os visitantes e estudantes de medicina é a múmia de Si Ouey, um canibal e assassino serial dos anos 50 que matava somente crianças. Somboon Thamtakerngkit, o curador, diz para ninguém cometer crime senão terminará como peça do museu macabro.

O corpo de Ouey foi estudado por patologistas para descobrir quais eram os pontos anormais no cérebro dele que poderiam explicar a psicose. Mesmo assim, Somboom diz que todos os corpos são muito respeitados. “Sem eles nós não poderíamos aprender”, justifica.

Pulmões expostos podem fazer fumantes pensarem duas vezes antes de colocarem um cigarro na boca. Um coração com resíduos de cálcio mostra como os ataques cardíacos acontecem pela obstrução das artérias. O visitante ainda pode comparar como o coração de um hipertenso é duas vezes maior que o normal.

Estudantes de medicina de todo o mundo colocam o museu macabro no roteiro como destino obrigatório. Victor Chia, biólogo de Singapura, diz que o acervo é extraordinário. “Não existe nada igual em nosso país e definitivamente não é o que você vê em outros museus”, analisa.

Marcelo Pereira | Popular.inf.br

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