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Acúmulo de entulhos ajuda proliferação da Leishmaniose em Campo Grande

Repórter: Editor Data: 16/nov/2003 Canais: Saúde. Comentários e Pings desabilitados.

flebotomo-leshmaniose Doença já atacou mais de mil cachorros em Campo Grande e mosquito vetor da Leishmaniose, Flebótomo, se reproduz no acúmulo de lixo

No Centro de Controle de Zoonoses da Capital não param de chegar amostras de sangue de cachorros para o exame de Eliza, procedimento que detecta a Leishmaniose. A doença se tornou epidemia na capital. Segundo o Diretor do CCZ, Francisco Gonçalves de Carvalho, são mais de mil casos em animais e as áreas de maior incidência do mosquito vetor são os bairros Amambaí, Jockey Clube, Jardim Jaci, Taquarussu e áreas do Taveirópolis.

Francisco diz que, do ano passado até agora cerca de dez mil cães foram sacrificados na Capital e nos últimos seis meses foi detectada a doença em 1,3 mil cachorros.  A Leishmaniose age de duas formas diferentes e pode se revelar de 25 dias a um ano após a infecção.

No caso dela ser cutânea, é facilmente diagnosticada, por feridas na pele. Que causam coceira e dor. Já no caso da visceral, se caracteriza pelo crescimento do baço e fígado. O tratamento inclui o isolamento do infectado, medicamentos quimioterápicos e acompanhamento médico.

Os cães são as maiores fontes da doença, portanto, quando detectada qualquer ferida na pele, principalmente na região das orelhas ou crescimento exagerado das unhas, deve ser feito o exame. Não existe cura no caso dos animais, que devem ser sacrificados para impedir o ciclo da doença.

O trabalho de controle da doença realizado pela Secretaria de Saúde é feito através dos agentes sanitários, que visitam as casas, fazem a borrifação do veneno e explicam como impedir a proliferação do mosquito. Segundo o diretor do CCZ, a doença é difícil de ser controlada por falta de estudos. “É um desafio para a saúde pública”, explica. Mas Francisco diz que estudos preliminares estão sendo feitos e dentro de 2 a 3 anos existirão informações sobre como a doença age em Campo Grande e poderão desenvolver ações efetivas de combate.

Enquanto não há solução definitiva para o problema, é importante estar atento ao que pode ser feito para evitar o mosquito e a doença que ele carrega. Muitos confundem o Flebótomo com o Aedes, transmissor da dengue, mas seus hábitos são bastante diferentes.

O mosquito da Leishmaniose mede em torno de 3 a 4 milímetros de tamanho, costuma se alimentar ao entardecer, permanecendo o restante do tempo em locais escuros. Ele não precisa de água parada para se desenvolver, basta um amontoado de lixo, folhas secas ou qualquer material orgânico que esteja em decomposição para que o inseto ali pouse e deposite seus ovos.

É importante que a população esteja atenta. O velho hábito de deixar as garrafas de boca para baixo, fechar caixas d’água não servem para o Flebótomo. O que vai impedir sua proliferação é a limpeza de qualquer lixo acumulado e a manutenção do quintal para não acumular possíveis esconderijos do inseto.

Redação | Popular.inf.br

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